Bastos estuda formação de grupo empresarial
28/08/2019
Alessandra de Oliveira Segura Pereira, da associação comercial de Bastos, mantendo contato com mulheres empresárias
A diretoria da Associação Comercial e Industrial de Bastos estuda a possibilidade da formação de um grupo a ser formado na cidade composto de mulheres empresárias, dentro da proposta da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) de se ter um Conselho da Mulher Empreendedora, como tem sido criado em muitas cidades da região. “Estamos estudando a viabilidade e devemos ter um primeiro encontro no próximo mês de Setembro”, disse o presidente da associação comercial local, José Claudio Caldeira, que esteve conversando com alguns dirigentes da região sobre as performances de grupos recém criados e principalmente na visita do presidente da Facesp, Alfredo Cotait Neto, na cidade de Bastos. “Ele é um entusiasta neste programa”, admitiu o dirigente bastense ao contar com o apoio do Sebrae regional e da própria federação neste sentido.
De acordo com o dirigente da associação comercial local o desejo da diretoria é selecionar um grupo de mulheres empresárias que estejam dispostas a se articularem e trabalharem no sentido da capacitação e principalmente no aspecto da liderança da categoria empresarial. “Existem ferramentas disponíveis neste sentido que poderíamos usar dentro de nossa instituição”, acrescentou Alessandra de Oliveira Segura Pereira, gerente administrativa da associação comercial de Bastos que também acredita na possibilidade da formação do grupo de liderança feminino. “Vejo a atuação do grupo de Marília, a formação do grupo de Garça e agora a criação em Pompeia, e não vejo dificuldade no surgimento em Bastos”, comentou a dirigente bastense que vem se informando sobre o assunto, principalmente quanto ao trabalho que vem sendo realizado por parte da federação das associações comerciais.
Para o presidente da associação comercial de Bastos a necessidade de ser ter um grupo feminino com foco no empreendedorismo com a mulher é necessário em virtude de que, além das dificuldades de conseguirem investimentos mais expressivos, as mulheres também encontram outros obstáculos pelo caminho da ascensão dentro do mundo empresarial. Por mais que 70% dos líderes de negócios concordem que a diversidade de gênero melhora a performance da organização, o número de mulheres em cargos altos dentro de empresas cresceu apenas 5% nos últimos quatro anos. Mesmo com 80% dos empreendedores reconhecendo que muito ainda deve ser feito para que as mulheres sintam-se atraídas por cargos de liderança, apenas 13% acreditam que essas mudanças vão realmente sair do papel. Esse desencorajamento no ambiente de trabalho é refletido em dados: 43% das mulheres veem o medo do fracasso como o principal empecilho para não abrir a própria empresa. Com os homens, a mesma taxa cai para 34%.
Esse cenário também é responsável pela queda na porcentagem de mulheres que desejam crescer dentro dos empreendimentos. Estudos revelam que, nos primeiros anos depois de entrarem em uma empresa, cerca de 60% das mulheres apresenta uma vontade de subir de cargo, mas esse número cai pela metade à medida que os anos vão se passando e elas não têm as habilidades reconhecidas. Depois de aproximadamente cinco anos, as mesmas mulheres que desejavam ascender de cargo já se conformaram com a atual posição por acreditarem que não são capazes ou não têm as habilidades necessárias para conquistar promoções. “Por isso, precisamos ter um grupo forte de mulheres que tenha espírito de liderança, para capacita-las e mantê-las fortes e unidas para chegarem mais alto e longe”, disse animado o presidente da associação comercial de Bastos.
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