Movimento do Dia das Mães eleva vendas em maio
17/05/2019
Alfredo Cotai Neto acredita em movimento maior na segunda quinzena de maio com o frio
Como era de se esperar as vendas no mês de maio foram impulsionadas com o movimento no varejo que celebrou na primeira quinzena as comemorações do Dia das Mães, que ajudaram a elevar as vendas na ordem de 1,7%, um pouco abaixo das previsões que chegavam a 2%. “O comércio está se comportando de forma estranha em virtude da insegurança do Governo Federal nos comportamentos econômicos e políticos”, disse o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Bastos, Celso Roberto Gomes, ao tomar conhecimento da performance do varejo paulistano que dita o comportamento nacional, em virtude de reunir a maior concentração de lojas e consumidores na América Latina. “O interior, sem dúvida, sente o reflexo da capital paulista”, comentou o dirigente bastense.
O movimento de vendas do varejo da capital paulista cresceu em média 1,7% sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com o Balanço de vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). As comercializações à vista cresceram 2,9%, enquanto as transações a prazo subiram apenas 0,5%. “São números tímidos, que inclusive ficaram abaixo da projeção de 2% para as vendas de Dia das Mães”, lamentou Alfredo Cotait Neto, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) que acompanha o movimento do varejo nacional em virtude do comportamento considerado “estranho” por parte do Governo Federal. “No anos passado a Copa do Mundo influenciou um pouco no movimento em virtude dos jogos começarem em junho”, lembrou o dirigente paulista. “As pessoas compraram TVs, sofás, raques e outros tipos de bens duráveis para as mães, pensando nos jogos da seleção brasileira”, argumentou ao justificar a queda menor do que o esperado. “Nesse ano, não existiu essa motivação. Muito pelo contrário, o consumidor está cauteloso e investiu em presentes de menor valor”, frisou Alfredo Cotait Neto.
Outra justificativa lembrada pelo vice-presidente da associação comercial de Bastos é que este ano os presentes foram mais pessoais do que para a casa. “A Copa do Mundo estimula presentes para o lar, enquanto que este ano as mães receberam mais presentes pessoais”, acredita o dirigente ao conversar com outros comerciantes da cidade, que também perceberam esta tendência. “Neste caso os valores são outros, e a procura é menos intensa”, acredita Celso Roberto Gomes que acredita em índices maiores para os movimentos no Dia dos Namorados (Junho) ou até mesmo para o Dia dos Pais (Agosto).
Alfredo Cotait Neto observa, contudo, que os números da quinzena não podem ser projetados para o restante do mês, pois a greve dos caminhoneiros provocou um desabastecimento muito grandes nos dez últimos dias de maio do ano passado, o que criou uma base fraca de comparação. “Além disso, o frio não chegou à capital até o final dessa quinzena. Se as temperaturas baixas do momento continuarem até o fim do mês, possivelmente os dados irão melhorar”, comenta o presidente da Facesp, que espera movimentos mais intensos no varejo em geral, independente do comportamento do Governo Federal quanto as articulações políticas e econômicas. O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia da ACSP com base em amostra da Boa Vista SCPC.

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