Crescimento nas vendas deve ser tímido, diz dirigente
10/05/2019
José Claudio Caldeira, presidente da ACI de Bastos, fala sobre o momento das vendas para o Dia das Mães
Apesar de ser considerado o segundo melhor período para o varejo de um modo geral, a expectativa dos lojistas para as vendas no Dia das Mães, comemorado neste final de semana, não está da forma como a maioria dos empresários gostaria, em virtude da performance política e da economia no Brasil, que demonstram fragilidade e grande instabilidade. “Isso repercute diretamente no comércio causando insegurança para o consumidor na hora de comprar e do empresário na hora de investir”, disse o presidente da Associação Comercial e Industrial de Bastos (ACIB), José Claudio Caldeira, ao tomar conhecimento de que a expectativa de vendas no interior paulista está entre 2 e 5 por cento, dependendo do centro comercial analisado. “Fico com 3% de aumento nas vendas, no comparativo com o mesmo período do ano passado”, disse o dirigente bastense ao conversar com um grupo de comerciantes da cidade sobre as expectativas para este ano.
Levantamento da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) aponta que a segunda data comercial mais importante do varejo – que perde apenas para o Natal - vai ser tímida nas principais cidades do interior paulista, variando de 2% a 3%. “Esse é o ritmo que o comércio vem apresentando desde o início do ano, então é difícil escapar dessa faixa de crescimento”, disse em tom de preocupação Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “Mas é importante notar que não se trata de uma expansão uniforme para todos os segmentos. Enquanto os presentes pessoais (roupas, calçados e perfumes) apresentarão desempenho maior, os eletroeletrônicos terão desempenho menor ou até negativo, em função da Copa do Mundo do ano passado, que criou uma base forte de comparação”, diz o dirigente paulistano ao analisar os dados apresentados pela recente pesquisa desenvolvida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que concentra o maior número de lojas e consumidores na América Latina.
Apesar da preocupação ser generalizada, José Claudio Caldeira acredita que o movimento será intenso nas lojas, independente das desconfianças de ambos os lados. “Existe o clima para que as famílias saiam de casa, passeiem nas ruas e as lojas estarão sempre atrativas”, disse ao confirmar o funcionamento das lojas na sexta-feira até as 22 horas, no sábado até as 17 horas, exatamente por acreditar em boas vendas. “Não tem como ser diferente”, falou ao dizer que os lojistas proporcionam condições para que os consumidores vão as compras. “O comércio tem que estar sempre preparado, independente do consumidor”, disse com experiência de muitos anos no varejo. “Atendimento da melhor qualidade, preços atrativos e qualidade nos produtos são detalhes que o comerciante sempre procura oferecer”, disse o presidente da associação comercial ao acreditar que o problema maior esteja no consumidor que não está com coragem de investir muito. “O desemprego, a queda do poder de compra das famílias e as altas taxas de juros são desestimulantes”, falou ao apontar os principais problemas para o aumento das vendas.
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