Arrecadação de impostos já ultrapassa R$ 400 bilhões
22/02/2019
O primeiro placar eletrônico, o Impostômetro, está instalado no centro de São Paulo desde 2005
Com quatro dias de antecedência, no comparativo com o ano passado, o placar eletrônico da quantidade de impostos pagos pelos brasileiros, chamado de “Impostômetro”, atingiu na última sexta-feira, dia 22, a marca dos R$ 400 bilhões na arrecadação dos impostos municipais, estaduais e federais. “Esse valor atingido com quatro dias antes do que em 2018, representa o total de impostos, taxas, multas e contribuições pagos pelos brasileiros desde o primeiro dia do ano”, disse o presidente da Associação Comercial e Industrial de Bastos (ACIB), José Cláudio Caldeira, ao tomar conhecimento da quantidade de impostos já paga. “Isto demonstra o quanto a carga tributária é elevada, em troca de uma qualidade de serviço público ruim”, comparou.

Para se ter uma ideia do que esse montante representa, com R$ 400 bilhões é possível comprar 929 milhões de cestas básicas. Aplicado na poupança, renderia cerca de R$ 78 milhões por dia. “A arrecadação tem sido maior basicamente por causa da recuperação da economia”, disse o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti. “Contudo, na esfera municipal, houve elevação exagerada do IPTU em muitas cidades – bem acima da inflação e sem retorno equivalente em serviços públicos ou em zeladoria”, comenta o dirigente paulistano que acompanha regularmente os índices do placar eletrônico. 

Alencar Burti, por sua vez, destaca que, por outro lado, muitos contribuintes parcelam o pagamento do IPTU, fazendo com que a arrecadação desse imposto seja diluída ao longo do ano. “No ano passado, o orçamento público registrou um déficit de R$ 108,3 bilhões, segundo estimativa do Banco Central”, apontou o dirigente paulista. “A tendência é de que esse rombo caia substancialmente ao longo do ano, visto que a arrecadação está subindo”, analisa. “Mas isso não exime os governos de cortarem gastos, uma vez que muitos estados, por exemplo, estão usando o dinheiro dos impostos quase que exclusivamente para pagar folha de pagamento de inativos e ativos”, aponta Alencar Burti.

O Impostômetro foi implantado em 2005 pela ACSP para conscientizar os brasileiros sobre a alta carga tributária e incentivá-los a cobrar os governos por serviços públicos de mais qualidade. Está localizado na sede da ACSP, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista. Outros municípios e capitais se espelharam na iniciativa e instalaram seus painéis. No portal www.impostometro.com.br é possível visualizar valores arrecadados por período, estado, município e categoria. “O brasileiro está precisando de 153 dias úteis para pagar os impostos”, acusou José Cláudio Caldeira em tom de preocupação, ao observar os dados do impostômetro. 

O Estado de São Paulo continua sendo o de maior pagador de impostos, responsável por 37% do valor pago atualmente. “Isso não é novidade alguma, afinal, os paulistas sempre foram os maiores produtores da federação”, disse o dirigente da associação comercial de Bastos. “Somente a cidade de Basto foi responsável por mais de R$ 880 milhões do valor total que São Paulo arrecadou, superando R$ 148 bilhões, somente até esta semana”, disse o presidente da Associação Comercial e Industrial de Bastos (ACIB) ao mostrar o potencial que a cidade detém no recolhimento de impostos municipais, estaduais e federais. “O ideal seria reverter tudo isso na qualidade do serviço público”, lamentou o presidente da associação comercial que considera elevadíssimos os valores no comparativo com os serviços prestados para a população em geral.

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