Em Bastos a comemoração acontece entre empreendedoras
09/03/2020
Encontro realizado na associação comercial de Bastos destacou as conquistas femininas e faz alerta
Mulheres empreendedoras foram homenageadas na sede da Associação Comercial e Industrial de Bastos, pela passagem do Dia Internacional da Mulher, celebrado mundialmente no dia 8 de Março. Reunidas no auditório Takami Shibata, dezenas de mulheres empreendedoras participaram do evento que contou com a exposição de Natali Batista Conrado Jorge, consultora do Escritório Regional do Sebrae, que falou sobre: “Mulheres empreendedoras e os desafios”, quando teve oportunidade de ressaltar grandes conquistas do público feminino nos últimos anos. “A mulher, no segmento empresarial, é versátil e leva jeito para os negócios”, disse José Claudio Caldeira, presidente da associação comercial, ao destacar a performance do Conselho da Mulher Empreendedora, criado na instituição como forma de atrair mais mulheres para o associativismo. “A melhor tem mais foco e determinação”, apontou o dirigente.
 
No evento realizado na sede da associação comercial, as mulheres empreendedoras reunidas tiveram a oportunidade de lembrar o quanto as mulheres lutaram para que fossem verdadeiramente reconhecidas na sociedade com independência e autonomia. “Apesar da popularização do debate, as brasileiras ainda precisam encarar problemas como as desigualdades salariais, a pouca representatividade política e a violência”, disse a presidente do Conselho da Mulher Empreendedora da Associação Comercial e Industrial de Bastos, Livete Cavalcante Caldeira, ao prestar atenção no que foi exposto pela convidada. Segundo estudo da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), o salário médio de uma mulher brasileira com educação superior representa 62% de um homem com a mesma escolaridade. De acordo com o Ipea, a renda média dos homens brasileiros, em 2014, chegava a R$ 1.831,30. Entre as mulheres brancas, a renda média correspondia a 70,4% do salário deles: R$ 1.288,50. Já entre as mulheres negras, a média salarial era R$ 945,90. Segundo o mesmo Ipea, um dos componentes que explica a diferença de rendimentos entre homens e mulheres é o fato de elas ocuparem espaços menos valorizados.
 
Ao verificar dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2014, que mostra que 90,7% das mulheres ocupadas realizavam afazeres domésticos e de cuidados, e que entre os homens, esse percentual era 51,3%, Alessandra de Oliveira Segura Pereira, gerente administrativa da associação comercial de Bastos, defende que não dá para pensar na solução para o problema como um arranjo privado. “Hoje no Brasil a gente entende que as famílias têm que se virar e, dentro das famílias, são as mulheres que geralmente se responsabilizam pelos afazeres domésticos”, disse. “Isso é uma sobrecarga para as mulheres e vai impedir que participem da vida social, tenham mais bem-estar, participem da vida política e sindical, sendo um impeditivo para que mulheres ocupem uma série de espaços sociais”, disse ao celebrar o Dia Internacional das Mulheres com outras mulheres no encontro realizado em Bastos.
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