Dívida no comércio de Bastos não chega a R$ 1 milhão
29/01/2020
Alessandra de Oliveira Segura Pereira, da associação comercial de Bastos, fala sobre a inadimplência no comércio
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Bastos, José Cláudio Caldeira avaliou como preocupante o valor observado durante todo o ano de 2019, quanto a inadimplência no comércio bastense que não chegou a R$ 1 milhão, atingindo no mês de Dezembro a marca de R$ 936.260,85 de registro de débito existente no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da entidade associativa local. “Isso quer dizer que precisamos ficar atentos para que o valor da dívida não aumente”, disse em tom de preocupação o dirigente da associação comercial, que pelo porte do varejo da cidade, considera o valor registrado como elevado. “Sem dúvida uma quantia que faz falta para o comércio de Bastos, pois, esse dinheiro deixa de circular em nossa cidade”, comentou José Cláudio Caldeira que espera estancar esses valores na temporada de 2020, estimulando acordos entre credores e devedores.
 
Esse valor representa a quantidade de dívidas acumulada e registrada no SCPC da associação comercial de Bastos nos últimos cinco anos. Uma elevação de 2% no comparativo com o mês de Novembro que atingiu o valor de R$ 915.113,42 de débito existente. “É menos investimento nas lojas, menos produtos adquiridos e menos gente comprando”, apontou o presidente da associação comercial local ao verificar que desse valor acumulado são 1.591 de dívidas cadastradas no sistemas, com 1.277 devedores com CPF registrados com restrição de crédito. “São esses os números que precisamos ficar atentos e não deixar que subam”, identificou Alessandra de Oliveira Segura Pereira, gerente administrativa da associação comercial de Bastos que monitora mensalmente os índices alcançados. “É preciso encontrar maneiras de que tenhamos menos dívidas e devedores”, falou em tom de preocupação, ao desenhar, de acordo com os registros, um perfil do devedor com idade entre 36 e 53 anos, do sexo feminino, como o mais registrado nos últimos cinco anos.
 
Para José Cláudio Caldeira é preciso que o lojista fique mais atento ao conceder crédito nas vendas a prazo. “Cadastrar o cliente com o máximo de informação possível, e verificar a condição cadastral do cliente antes de conceder o crédito”, ensinou o presidente da associação comercial ao dizer que o sistema do SCPC da entidade associativa é muito amplo e profundo, neste sentido, que ajuda muito na decisão da concessão do crédito. “Ao consultar, antes de vender, o lojista terá muitas informações que ajudarão na decisão”, garante José Cláudio Caldeira ao colocar o sistema da entidade a disposição dos associados. “É fácil, rápido e ágil” garantiu ao lembrar das diversas formas de acesso, bem como da quantidade de informações possíveis. “Ficar sem receber é a pior situação”, lembrou ao dizer que o comerciante compra o produto, paga impostos e comissões e depois de uma venda ruim, ficam sem o produto e o valor correspondente.
 
Alessandra de Oliveira Segura Pereira lembra que uma vez a dívida registrada no sistema do SCPC da associação comercial de Bastos, o devedor fica com restrição em todas as lojas do Brasil, além de bancos e órgãos governamentais. “Uma vez com débito em Bastos o inadimplente passa a ter problemas de crédito em todo o território nacional”, afirmou a gerente administrativa da associação comercial que considera importante o registro do débito para pressionar o devedor a um acordo a qualquer momento. “O ruim para o lojista é não receber nunca”, repetiu.

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