Alta no comércio em Janeiro anima lojistas diz dirigente
22/01/2020
José Cláudio Caldeira, presidente da associação comercial, acredita num mês de Janeiro positivo no varejo em geral
O Balanço de Vendas elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que serve como base para todo o varejo brasileiro, desenvolvido pela Boa Vista SCPC, mostra o mês de Janeiro com alta de 2,7% no movimento de vendas do varejo paulistano, o que deixa os lojistas em geral bem animados, segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Bastos, José Cláudio Caldeira, ao analisar os números apresentados e prever um primeiro mês do ano bem positivo. “O mês de Dezembro não foi ruim”, disse o dirigente ao se referir sobre as vendas do Natal. “Mas o mês de Janeiro pode manter a fase positiva”, disse entusiasmado com os dados apresentados nesta pesquisa que reflete o comportamento do varejo nacional, em virtude da capital paulista ter a maior concentração de lojas e ter consumidores dos mais variados.
 
De acordo com os dados apresentados na pesquisa, o movimento de vendas do varejo paulistano cresceu 2,7% na primeira quinzena de janeiro, na comparação com igual período do ano passado. O resultado foi puxado pelas vendas à vista (4,1%), reflexo da demanda por itens típicos do verão e de início do ano. “A moda praia e produtos de drogaria, como protetor solar e bronzeador, ajudam a impulsionar essas vendas à vista”, explica Emilio Alfieri, economista da ACSP. “Tem também a procura por material escolar, que contribuiu com a alta”, acrescentou o dirigente paulistano. “As férias escolares e a necessidade dos pagamentos de tributos como IPTU e IPVA sempre prejudicam o comércio no começo da temporada”, ressaltou José Cláudio Caldeira ao lembrar destes compromissos que sempre interferem no planejamento familiar no início de cada ano.
 
Já as vendas a prazo, que costumam refletir a procura por itens de maior valor, como eletrônicos e eletrodomésticos, cresceram menos, registrando alta de 1,3% nessa primeira quinzena do ano frente igual período de 2019. O resultado dessa primeira metade de janeiro está dentro das expectativas da ACSP, segundo Alfieri. Ele lembra que no final do ano passado houve uma euforia no varejo por causa da liberação do FGTS, que ajudou a impulsionar as vendas. “Essa euforia passou agora. O consumidor não tem mais os recursos do Fundo de Garantia e aparecem as contas de início do ano, como o IPVA e o IPTU. Então, é natural que os números sejam mais modestos. Essa alta de 2,7% pode ser considerada positiva”, diz o economista da ACSP.
 
Na comparação com a primeira quinzena de dezembro de 2019, o movimento de vendas cai 38,4%. Segundo Alfieri, esse é um resultado sazonal para a cidade de São Paulo, reflexo da base forte do final do ano passado e do tradicional êxodo do paulistano para o litoral e o interior, o que enfraquece o varejo da capital paulista. “Mas não é diferente no interior, em virtude das família viajarem aproveitando as férias escolares”, comparou o dirigente da associação comercial de Bastos que sente um movimento diferente entre as lojas da cidade em razão do fluxo de pessoas que deixam a cidade e outras que chegam visitando os familiares. “Mas no comércio sempre há movimento”, defende ao lembrar que independente da pessoa, o movimento é esperado em virtude da necessidade de comprar. “A intensidade que é o problema”, apontou José Cláudio Caldeira.
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