Cresce em 24% a procura por informações ao SCPC de Bastos
13/01/2020
Comerciantes da cidade de Bastos passam a consultar mais o SCPC antes de vender pelo crediário
Levantamento comparativo realizado pela Associação Comercial e Industrial de Bastos, sobre a procura por informações no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da entidade bastense, cresceu 24% entre os anos de 2018 e 2019. De acordo com o presidente José Cláudio Caldeira isso demonstra uma maior preocupação por parte dos lojistas da cidade no sentido de vender pelo crediário com mais segurança, evitando o crescimento da inadimplência. “Essa é uma tendência nacional, afinal, com as facilidades no acesso as informações cadastrais, não existem motivos do comerciante não buscar essas informações”, falou o dirigente ao observar os números apresentados pelos órgão de consulta sobre as pessoas com problemas no crediário. “Isso quer dizer que o lojista está mais cauteloso ao vender a prazo”, resumiu o dirigente da associação comercial.
 
Segundo os dados apresentado pelo SCPC de associação comercial de Bastos foram realizadas em 2018 um total de 15.926 consultas sobre o CPF de consumidores em geral, diante das 19.756 consultas realizadas pelos comerciantes no ano de 2019. “É preciso levar em consideração que no ano passado houve uma mudança na lei estadual, facilitando a comunicação com o inadimplente, estimulando novos registros ao sistema”, recordou a gerente administrativa da associação comercial de Bastos, Alessandra de Oliveira Segura Pereira, ao lembrar do movimento liderado pelas associações comerciais neste sentido, o que simplificou bastante este procedimento. “Isso tornou o nosso sistema mais ágil”, recorda a dirigente que considera importante a consulta antes de vender a prazo.
 
José Cláudio Caldeira lembra que o SCPC é sempre utilizado nas vendas pelo crediário, nunca nas vendas à vista ou através dos cartões de crédito, débito ou benefícios. “Muita gente imagina que as vendas consultadas pelo SCPC representam as vendas no comércio em geral, o que não é uma verdade”, explicou ao lembrar se tratar de uma consulta, ou seja, a venda pode não ter sido realizada. “Além disso, as vendas à vista, ou através dos cartões, não passam pelo sistema do SCPC e geralmente são as de maior movimento”, comentou o dirigente ao lembrar que toda e qualquer venda pelo crediário, deve passar pela consulta ao SCPC. “Nosso sistema é nacionalizado, ou seja, são informações de todo o Brasil”, falou José Cláudio Caldeira ao dizer que uma vez a pessoa devendo em qualquer lugar do país, passa a ter restrição em Bastos. “E vice versa, ou seja, devendo em Bastos passa a ter restrição em todo o território nacional.
 
Outro detalhe importante observado no levantamento, que somente em dois meses de 2019 (Janeiro e Agosto) o número de consultas foram menores do que em 2018. “Essa também é uma demonstração de mudança de hábito, afinal, em 10 meses do ano, sempre foram mais consultas realizadas no ano passado, o que demonstra que o lojista está buscando informações do cliente antes de vender”, acredita José Cláudio José Cláudio Caldeira, ao verificar que em Janeiro a diferença foi de (-) 1% e de Agosto foi de (-) 8% considerados bem baixos. “Isso é bom, pois, mostra que nas vendas a prazo o comerciante está se protegendo contra a inadimplência, buscando conhecer mais e melhor o potencial de pagamento do cliente antes de vender”, falou o presidente da associação comercial ao dizer que numa venda ruim, o maior prejudicado é o comerciante que fica sem a mercadoria e sem o dinheiro correspondente, além de pagar pelo produto, os impostos e comissões. “Fora os prejuízos administrativos”, computou.

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